terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006
Iraque - A mentira do império fascista
Ainda assim não é de mais mostrar as provas da mentira que levou o Iraque a ser invadido e ocupado pelos EUA e aliados.
Também haveremeos de saber algo mais sobre o 11 de Setembro. Mas para já o império Americano, com a pronta colaboração das oligarquias financeiras europeias, foram indesmentivelmente apanhados com o engodo das armas de destruição massiva.
Tudo uma farsa que não aguentou muito tempo até ser desmascarada. Mas o império não se importa. Já está em marcha o plano de saque e dominio ilimitados para controlo dos recursos energéticos e zonas estratégicas, de mercados e rotas; já está em marcha o plano para o ataque a todo e qualquer foco de resistência; o plano para salvar a economia norte-americana do inevitável. A qualquer momento a bolha especulativa rebenta e o império verá a sua economia entrar na sua maior crise de sempre. Quem sabe a última...
O dólar perde terreno para o Euro a cada dia. No Iraque Saddam já tinha adoptado o Euro como moeda para as transacções comerciais externas. O Iraque foi invadido e ocupado. O Irão prepara-se para abrir uma bolsa que transacciona os títulos do mercado petrolífero, onde as transacções serão efectuadas em...Euros. Está na forja o ataque ao Irão. A guerra de Israel contra o Líbano foi um dos passos tomados nesse sentido.
Está a decorrer uma nova partilha do mundo entre as potências imperialistas. Este é o ataque mais cerrado do capital desde a queda da União Soviética. Ou melhor, esta é uma nova e mais violenta fase do ataque que o grande capital desferiu sobre sobre os povos do mundo desde que o contra-peso do bloco socialista do Leste da Europa ruiu.
Na Europa assiste-se hoje a um ataque brutal aos direitos e liberdades dos trabalhadores de cada país. A União Europeia tem claramente o objectivo de liquidar o que resta da "Europa Social". Praticamente todos os países da Europa Ocidental têm ainda hoje o "Estado de Providência". O estado que presta cuidados de saúde, de educação, gere um sistema de Segurança Social que garante reformas e subsidios aos mais necessitados, e tem uma legislação laboral ainda assim com o minimo de direitos para quem trabalha. Isto dentro do sistema capitalista, não nos enganemos.
Acontece que esta "Europa Social" existe em grande parte devido à existência do bloco socialista e ao seu modelo de organização social, que mesmo com todos os desvios que levaram à sua queda, era sem dúvida muito mais à frente do que no Ocidente.
Não indo para além das fronteiras portuguesas, o que é que se passa?
O Capital nacional em conjunto com capital estrangeiro, sob as ordens da UE e com belos capatazes que são os governos que por aqui têm governado desde pouco depois do 25 de Abril, até agora mais ou menos encobertamente e desde que o PS é governo com Sócrates completamente sem pudor ou inibições de qualquer ordem, têm atacado todos os direitos alcançados coma Revolução. Hoje todos clamam por uma nova Constituição. Todos, isto é, o Belmiro, o compromisso Portugal, o CDS, o PSD, o PS (ainda disfarçadamente, pois é um partido de "esquerda"), o PR Cavaco.
É o ataque ao regime politico que também já está em andamento.
O Ataque actual está em consonancia com os desenvolvimentos mais gerais da cena internacional. É brutal o que este governo quer fazer. Ataque cerrado a tudo o que é serviço público com perda de muitos direitos por parte do trabalhadores e em última instância da população em geral. Ataque à Segurança Social e a quem dela usufrui como um direito, ou seja todos os que trabalham ou estão reformados após uma vida de trabalho. Ataque ao SNS, ataque à Educação. Tudo com vista a privatizações. Também a alteração, a favor do capital da legislação laboral com o Código do Trabalho que já vem do PSD. Tudo isto com os lucros do capital financeiro a crescer exponencialmente. E já vamos com 2.000.000 de pessoas que são muito pobres.
E esta grande e violenta ofensiva do capital sobre povos e trabalhadores passa-se em Portugal como nos restantes países Europeus.
A nível global vemos o império a armar-se e a partir para o ataque militar. E mentem descaradamente. E matam milhares e milhares de pessoas impunemente. Não têm vergonha.
Ao mesmo tempo o império vai-se fascizando. As marcas já vão aparecendo. Não se estranha. O Estado e as instituições modificam-se com a evolução da luta de classes. Com o domínio e poderio actual do capital e da burguesia, o estado torna-se cada vez mais o seu instrumento de legitimação. A repressão e a tortura generalizam-se e as instituições so poder vão-se fascizando.
O Programa é de comédia mas a realidade que mostra é bem triste e perigosa para todos nós.
terça-feira, julho 25, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
É pela luta que lá vamos
Afinal a preferencia é pela construção do Hospital no Seixal.
Se não me engano o próprio Ministério da Saúde já confirmou a decisão.

Várias conclusões se podem tirar.
A primeira só pode ser a vitória das populações daqueles Concelhos. Vitória, pois num processo longo, que envolveu inúmeras entidades, com destaque para o papel das Comissões de Utentes de Saúde e para o apoio dado pelo poder político local que se traduziu na entrada na luta das Camaras e Assembleias Municipais e as Juntas de Freguesia daqueles tres Concelhos, as populações em luta conseguiram de facto que não lhes fosse negado o direito de acesso a cuidados de saúde públicos de qualidade e próximos das pessoas.
A segunda é que esta vitória não foi fácil e sem a luta, institucional e, principalmente, de massas, ela não teria acontecido. Não teria acontecido pois em todo o processo o Governo mostrou sempre que o critério com que define as suas opções na área da saúde - de resto, como em todas as áreas - é um critério economicista, cujos objectivos são poupar nas despesas públicas cegamente, desresponsabilizar o Estado das suas funções sociais e entregar os serviços públicos - incluindo o SNS - aos grandes grupos económicos privados cuja meta, como se sabe, é ter os lucros ao máximo.
A luta de massas foi preponderante. Esta manifestou-se a dois níveis - um através de todas as acções desencadeadas pelas comissões de utentes, associações de reformados, colectividades locais, associações de bombeiros, num conjunto de de mais de uma centena de entidades. Outro através da luta na rua, em que mais de 10.000 formaram um cordão de 4 Km e manifestaram-se pelo seu direito a saúde. Esta luta que envolveu milhares e milhares de pessoas, em conjunto com uma outra série de lutas que vão acontecendo por este país - para o caso importa referir as manifestações contra o fecho de maternidades, que acontecerem por todo o país - fizeram com o que o Governo tivesse que recuar, pelo menos na questão do Hospital para o Seixal.
Mas meus amigos, não se iludam. Nunca o Governo voltaria atrás se a isso não tivesse sido obrigado.

A terceira conclusão apresenta-se em jeito de precaução. A luta já deu uma vitória ás populações de Sesimbra, Seixal e Almada. Mas estas, não podem ter por garantido, nem esta primeira vitória, nem aquelas que ainda falta conquistar neste processo, que não se pode considerar acabado. Ou seja, por um lado não se pode pensar que o Hospital está garantido. Todos sabemos que todos os Governos da Contra-Revolução de Abril - PS, PSD, CDS - decidiram sobre a aplicação de projectos, muitas vezes com o início de obras á vista quando não raras vezes, passam dezenas de anos até que as mesmas avancem. Só depois do Hospital concluido é que se poderá contar com ele. Por outro lado há ainda diversas coisas a conquistar, nomeadamente
- assegurar que a construção de um Hospital no Seixal não impede que se façam as necessárias obras de alargamento e melhoramento do Hospital Garcia de Orta.
- assegurar também que o Hospital não vá ser fonte de lucro privado, ou seja que o Hospital seja enquadrado no sistema público do SNS para que, cumprindo a Constituição, todos tenham iguais condições de acesso á saúde
No entanto, reconfirma-se - é pela luta que lá vamos
domingo, maio 14, 2006
E-mail ao Ministério das Relações Exteriores de Cuba

Sou português e sou militante do Partido Comunista Português.
Quero, em primeiro lugar saudar Cuba, a Revolução, o Governo Revolucionário de Cuba e, claro, todo o povo cubano que resiste há mais de 40 anos contra todos os ataques, ingerências e sabotagens do Imperialismo Capitalista e que com todas as dificuldades mantem-se na vanguarda da luta por um mundo solidário e fraterno, pela autodeterminação e independência política, económica e cultural - a sua e a de todos os povos.
Numa época em que o Capitalismo imperialista e militarista/terrorista vê agudizarem-se as suas contradições enquanto modo de produção e organização social que não só não resolve os problemas da humanidade, como os agrava para a grande massa trabalhadora em favor do crescente domínio de uma pequena minoria, o Capital - com os EUA e a UE na frente - avança com uma grande ofensiva sobre os trabalhadores dos seus próprios países e sobre todos os povos e países que são um entrave ao seu domínio mundial.
Correm para o precipício, sem verem que já estão próximos de lá caírem.
No entanto, não será sem luta, mas uma luta consciente e revolucionária dos povos que o mundo se transformará. O nosso trabalho enquanto revolucionários não pode parar enquanto os trabalhadores
de cada país do mundo, de acordo com as especifidades da realidade existente em cada um, não estiverem preparados de uma maneira consciente para se unirem como classe explorada contra a classe dominante e exploradora do seu trabalho.
Neste sentido, Cuba é uma das grandes referências para a Humanidade. É preciso que as forças revolucionárias e progressistas de cada país encontre as formas necessárias para que em cada país o poder seja efectivamente de todo o povo. E Cuba pode e deve ser exemplo.
Claro que a propaganda imperialista dificulta o conhecimento da realidade cubana. Do seu modo de organização económica, social e política. Dos seus feitos na área da saúde, por exemplo.
Mas Cuba resiste e o mundo não está condenado, embora cada dia que passa torne tudo mais difícil.
Mas a cada dia que passa a resistência aumenta. Na América Latina, no Iraque, no Afeganistão, na própria Europa e EUA - com tónico nas grandes manifestações de imigrantes - e em vastas regiões do globo os trabalhadores e os povos resistem.
Um grande abraço, deste vosso camarada.
sexta-feira, maio 05, 2006
A luta continua

Por manifesta falta de tempo e - mais importante - por não querer deixar textos a meio ou escritos sem um mínimo de preparo, dependendo de inspiração e disposição, que nem sempre se deixam usar, os textos ainda não abundam apesar das ideias fervilharem.
Entretanto - e para não ter o blog completamente em branco - fui publicando fotografias das jornadas de luta que vão acontecendo neste país por estes tempos. Concordo que já se torna massudo e isso também me leva a apressar a escrita deste texto. No entanto enquadra-se plenamente no objectivo central deste espaço de reflexão. Trata-se mesmo de uma das peças chave do que aqui se pretende. Relembre-se a descrição feita do que se pretende - 'Este é um blog ideológico mas as idéias só são úteis quando representam reflexões sobre a realidade cujas conclusões tem um sentido prático de transformação positiva dessa mesma realidade'.
Estas manifestações de massas de trabalhadores e populações correspondem a aplicações práticas das idéias que aqui se pretende que fiquem escritas. Isto é, correspondem á luta pela transformação da realidade por aqueles que mais são prejudicados e injustiçados nesta ordem social, política, económica e cultural existente no presente. Mas a luta e concretamente a luta de massas não cresce nem se desenvolve se as massas não forem conscientes. Conscientes da sua condição de classe trabalhadora e explorada por uma minoria dominante, conscientes que só unindo esforços e com todos a puxar para o mesmo lado é que se consegue resitir. Resistir á grande ofensiva imperialista da Burguesia capitalista reinante. Em Portugal o PS no Governo está a cumprir o seu papel. Mais se dirá sobre o assunto em textos futuros.
Mas se a prática e a realidade objectiva, no decurso da História dão razão a esta concepção do mundo, do Homem e da Sociedade, a concepção de Marx, Engels e Lenin, que nada inventaram, antes fizeram um estudo rigoroso, complexo, profundo e coerente, uma análise objectiva e cientifica em todos os aspectos da realidade em que viveram, da História da Humanidade, relacionando-as dialecticamente, para chegarem a conclusões universais - leis cientificas - sobre a organização económico-social do homem, a sua evolução histórica e o seu previsivel curso futuro.
Falaremos então de como se conseguirá consciencializar as pessoas, de como conseguir criar a união de quem trabalha e é explorado contra quem lhes impõe a desigualdade e a injustiça, a pobreza, a fome, a miséria e a doença de milhões e milhões, quando, por exemplo, as OPAS no país que Portugal é atingem somas astronómicas e os lucros da banca, principalmente, sobem desmesuradamente. Claro que quem trabalha aperta o cinto.

Falaremos da actualidade, mas nunca a entenderemos bem se não entendermos o passado. Conhecer a história - a verdadeira - é fundamental para entendermos a nossa actualidade. Para entendermos porque é que é a luta de massas o motor dessa mesma História - uma das leis da evolução social. Para sabermos quais as tranformações por que já passou a Humanidade de modo a percebermos como transformar a nossa realidade.
Falaremos de factos, autores, correntes de pensamento do passado e do presente.
E iremos embrenharmo-nos em tal corrente de idéias, que espero virem a contagiar cada vez mais gente. Para que cada vez mais gente conheça o mundo em que vive e do que nele se passa, conheça também o passado, não estaticamente, mas sempre em dialética com o presente.
Se isto acontecer, teremos dado uma ajuda a que cada vez sejamos mais a intervir na vida social, cultural, política, laboral. Que cada vez sejamos mais a lutar com coerencia e de uma forma revolucionária contra o capital e a burguesia ditadora.
Para que se transforme a sociedade, para que todos possamos decidir em conjunto a nossa vida em sociedade.
A luta continua...
terça-feira, maio 02, 2006
sábado, abril 01, 2006
domingo, março 26, 2006
Dia de Luta - Por um Hospital no Concelho do Seixal

Organizado por uma plataforma que é composta por dezenas de entidades (associações de utentes de saúde, partidos e juventudes partidárias, organizações juvenis, associações de bombeiros, de reformados, colectividades, juntas de freguesia, assembleias municipais, câmaras municipais) este é um movimento de massas praticamente desde o seu inicio. Dois abaixo assinados, um com 20.000 assinaturas e um segundo com 65.000 assinaturas; agora o protesto saiu à rua com 5.000 (dizem uns) a 10.000 (dizem outros) pessoas que formaram o dito cordão de 4 km que uniu o a cidade do Seixal à cidade de Amora, no outro lado do rio.

É um exemplo de consciência colectiva sobre uma necessidade colectiva (o hospital e, em última instância, o direito à saúde), que resultou numa unidade na acção reivindicativa e que teve como consequência o dia de luta que representou o cordão humano de milhares de pessoas do dia 25 de Março.















